A proposta de acabar com a escala 6×1 avançou no Congresso e acendeu um alerta na construção civil. A Câmara aprovou o texto em dois turnos, mas a mudança ainda depende de aprovação no Senado. Portanto, não está em vigor.
A proposta prevê redução de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção, CBIC, alerta que a mudança pode pressionar custos, contratações e prazos. São projeções da entidade empresarial, e não prejuízos já comprovados.
Veja os principais motivos:
Mais custo por hora: mantendo o salário e reduzindo as horas trabalhadas, o custo salarial de cada hora aumenta. Sem ganho de produtividade, as empresas podem precisar ampliar as equipes para manter a produção.
Falta de profissionais: a CBIC estima a necessidade de aproximadamente 288 mil trabalhadores adicionais para preservar o atual nível de atividade. A entidade afirma que o setor já enfrenta escassez de mão de obra.
Pressão nos cronogramas: sem pessoal suficiente para compensar a redução das horas, obras podem levar mais tempo. Isso também pode prolongar despesas com administração do canteiro e locação de equipamentos.
Contratos já assinados: empreendimentos orçados pelas regras atuais podem enfrentar dificuldades para absorver custos adicionais sem renegociar valores e prazos.
Imóveis mais caros: a pressão sobre os custos pode chegar ao comprador. Esse repasse, porém, depende das condições de mercado e da capacidade de cada empresa de absorver o aumento.
Segundo a CBIC, o custo da mão de obra pode subir até 15%. O impacto efetivo dependerá da transição, da produtividade e da organização das equipes.
A proposta amplia o descanso do trabalhador. O desafio é adaptar os canteiros sem comprometer a viabilidade das obras.
Quem deve absorver essa conta? Comente e compartilhe.
#JBTV #ConstruçãoCivil #Escala6x1