O documentário “Lula”, dirigido pelos cineastas norte-americanos Oliver Stone e Rob Wilson, voltou ao centro das atenções nesta sexta-feira (9), após a divulgação de declarações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Segundo reportagem da revista Veja, o empresário afirmou ter destinado aproximadamente R$ 30 milhões em recursos não declarados para apoiar a produção cinematográfica.
Lançado em maio de 2024, durante o Festival de Cannes, na França, o documentário tem 90 minutos e acompanha a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva. A produção aborda os 19 meses em que o petista permaneceu detido em Curitiba, entre 2018 e 2019, a anulação de suas condenações na Operação Lava Jato e a campanha eleitoral de 2022, que marcou seu retorno à Presidência da República.
O filme reúne entrevistas exclusivas com Lula, depoimentos de aliados políticos, imagens históricas e registros de seus primeiros mandatos. Oliver Stone, vencedor do Oscar e conhecido por produções como “Platoon” e “Wall Street”, declarou na época do lançamento que buscou apresentar a trajetória do presidente sob uma perspectiva de superação pessoal e política.
Segundo a publicação, Vorcaro relatou que os supostos repasses estariam relacionados a negociações envolvendo investimentos de fundos de pensão públicos, como a Previ, e a Caixa Asset no Banco Master. As declarações foram apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) durante uma tentativa de acordo de colaboração que acabou descartada em junho.
É importante destacar que os pagamentos mencionados não foram comprovados. A PGR não deu prosseguimento ao caso por falta de elementos suficientes, e não houve denúncia formal relacionada aos relatos. Os citados e os responsáveis pela produção não confirmaram o recebimento dos valores. O documentário também não está disponível atualmente nos principais serviços de streaming por assinatura do Brasil, tendo circulação concentrada em festivais e plataformas internacionais.