A disputa presidencial chegou novamente ao Tribunal Superior Eleitoral. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando uma rede de perfis no Instagram de divulgar conteúdos falsos ou descontextualizados para favorecer a campanha petista.
Segundo a ação, a estrutura teria usado publicações em colaboração entre perfis para ampliar o alcance de conteúdos que atribuíam a Flávio propostas como privatizar o SUS, acabar com o Bolsa Família, extinguir o 13º salário, congelar aposentadorias, impor jornada de 16 horas e escala 7x0, entre outras alegações. A campanha de Flávio classifica a estratégia como uma “campanha do medo”.
A petição tem 196 páginas e pede, em caráter liminar, a suspensão de 32 perfis, além da remoção de 221 publicações, bloqueio de colaborações entre contas apontadas como integrantes da rede e identificação dos responsáveis por perfis anônimos. A ação também prevê pedidos de multas em caso de descumprimento de eventual decisão judicial.
A defesa de Flávio afirma ter analisado 2.856 publicações de 146 perfis entre os dias 5 e 7 de outubro. Segundo a petição, parte desse conteúdo teria alcançado milhões de visualizações e interações. Esses números fazem parte da acusação apresentada ao TSE e ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral.
Procurada pela CNN, a campanha de Lula informou que ainda não havia sido notificada da ação e, por isso, não se manifestaria sobre o mérito das acusações.
O episódio ocorre em meio a uma escalada de ações judiciais entre as duas campanhas no segundo turno. Nesta mesma semana, o TSE também determinou a remoção de publicações de Flávio Bolsonaro envolvendo conteúdos produzidos com inteligência artificial e associações contra Lula.
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