O presidente Lula intensificou anúncios e promessas na disputa contra Flávio Bolsonaro. Na avaliação do jornalista político Prisco Paraíso, o movimento revela a pressão sobre o PT para ampliar sua votação e recuperar a iniciativa na reta final da campanha.
As pesquisas divulgadas na terça-feira, 13 de outubro, mostraram Flávio numericamente à frente: 52% a 48% nos votos válidos no BTG/Nexus e 51% a 49% no PoderData. Os dois levantamentos indicaram empate técnico. No PoderData, a distância diminuiu em relação à rodada anterior.
Para Prisco, a mobilização na Avenida Paulista deu fôlego à campanha petista, mas Lula precisa conquistar eleitores além da militância. Na análise do jornalista, reunir apoiadores não assegura a maioria necessária nas urnas.
Flávio também ampliou alianças. Recebeu apoio de Republicanos, Podemos e da federação União Brasil-PP. No MDB, 16 diretórios estaduais e o Distrito Federal aderiram ao candidato do PL, enquanto outros dez diretórios declararam apoio a Lula.
Nesse cenário, o governo anunciou um pacote para microempreendedores individuais, incluindo uma proposta de perdão de dívidas com a União. A medida depende de aprovação no Congresso. Lula também prometeu uma versão universitária do Pé-de-Meia caso seja reeleito.
Prisco questiona o momento dos anúncios, feitos a 12 dias do segundo turno, e cobra explicações sobre financiamento, critérios e execução. Para ele, políticas de apoio a empreendedores e estudantes exigem planejamento e atenção permanente.
O confronto agora também será no debate. Após dizer que não participaria, Flávio confirmou presença no encontro da Band, marcado para domingo, 18 de outubro. Lula também confirmou participação. Prisco interpreta a movimentação do candidato do PL como uma estratégia para obter o compromisso público do adversário.
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