A zona rural de Itajaí ocupa cerca de 65% do território do município. É um dos alicerces da história e do desenvolvimento da cidade. Entre lavouras de arroz, plantações de hortaliças, frutas, aipim, melancia e tantas outras culturas que movimentam a agricultura familiar, também vivem personagens que ajudaram a construir essa trajetória. Um deles é Joaquim Alexandre Simas, de 96 anos,
Considerado uma memória viva da zona rural itajaiense e Morador da localidade da Baía há mais de seis décadas, seu Joaquim acompanhou de perto a transformação da zona rural e viu nascer uma das maiores celebrações da agricultura do município: a Festa Nacional do Colono.
Para ele, o crescimento de Itajaí está diretamente ligado ao trabalho de centenas de famílias que fizeram da terra seu sustento e contribuíram para o desenvolvimento econômico e social da cidade.
Nascido no Braço de Camboriú, seu Joaquim escolheu a comunidade da Baía para construir sua história. Ao lado da esposa, chegou à localidade há cerca de 60 anos e ali criou raízes, formou uma família e um legado marcado pelo trabalho e pela dedicação ao campo.
Ao longo da vida, desempenhou diferentes atividades para garantir o sustento da família. Trabalhou como ferreiro, manteve uma venda onde comercializava os mais variados produtos para a comunidade e se dedicou à agricultura, cultivando um pouco de tudo. A produção de abacaxi, no entanto, tornou-se seu principal foco comercial e ajudou a criar os nove filhos.
Em determinado período, conciliou o trabalho na lavoura com o emprego na então Companhia de Água e Saneamento do Estado sem jamais abandonar a vocação pela agricultura.
Hoje, sentado na varanda de casa, cercado pelo verde da propriedade e ao lado da filha Valci, seu Joaquim revive histórias de um tempo em que quase todo o trabalho era realizado com a força dos braços. Suas lembranças ajudam a contar como a agricultura familiar moldou a identidade da zona rural de Itajaí e impulsionou o crescimento do município.
Seu Joaquim representa uma geração que desbravou a terra, enfrentou desafios e transformou esforço em legado. Sua história é também a história da zona rural de Itajaí: um território de trabalho, tradição e perseverança, que segue produzindo alimentos, preservando a cultura do campo e contribuindo para o futuro do município.
Durante a Festa Nacional do Colono, histórias como a de seu Joaquim ganham ainda mais significado. Elas lembram que, por trás de cada lavoura, existe uma família e uma tradição que atravessa gerações e faz parte da identidade itajaiense.