Reeleito governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) chega ao segundo mandato com uma vantagem política importante: terá maioria na Assembleia Legislativa sem depender de negociações com partidos de fora de sua aliança eleitoral.
A avaliação é do jornalista e analista político Prisco Paraíso, que destaca a nova correlação de forças no Estado e a liberdade do governador para escolher seus secretários.
O PL elegeu 16 deputados estaduais. Somados aos representantes do Republicanos, Novo e Podemos, os aliados chegam a 22 das 40 cadeiras da Assembleia, garantindo maioria numérica.
Segundo Prisco, essa situação permite ao governador convidar integrantes de outras legendas para o governo sem precisar entregar secretarias como condição para obter apoio parlamentar.
MDB, PP e União Brasil poderão participar da composição, especialmente por meio de lideranças que apoiaram a reeleição de Jorginho.
A análise também aponta objetivos que ultrapassam o próximo mandato. Um deles seria ampliar a influência do grupo governista para cerca de 150 prefeituras nas eleições municipais de 2028.
Prisco destaca ainda a possibilidade de Jorginho preparar um sucessor ao governo e disputar uma vaga no Senado em 2030.
O jornalista compara a atual situação com a enfrentada pelo ex-governador Carlos Moisés, que encontrou dificuldades para construir uma base parlamentar estável.
Para Prisco, a liberdade política traz também maior responsabilidade. Sem depender de concessões para formar maioria, Jorginho terá de responder diretamente pela qualidade dos escolhidos e pelos resultados da administração.
Você acredita que um governador com maioria própria consegue administrar melhor, sem depender de acordos para distribuir cargos?