terça, 03 de novembro de 2026
Navegantes 
03/11/2026 | 17:49

Navegantes precisa de mais famílias acolhedoras para ampliar a proteção de crianças e adolescentes

Oferecer um lar temporário, cuidado individualizado e segurança a crianças e adolescentes que precisam ser afastados de suas famílias de origem é a missão do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, desenvolvido pela Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social de Navegantes. Atualmente, o município conta com quatro famílias habilitadas, que acolhem três crianças e uma adolescente. Para ampliar a capacidade de atendimento, a meta é chegar a 20 famílias, o que permitirá responder com mais agilidade e qualidade às situações que exigem proteção.
 
Por ser um serviço novo no município e defindo no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), a iniciativa ainda precisa ganhar visibilidade. Um dos principais desafios é tornar seu funcionamento conhecido pela população e ampliar a participação da comunidade. Quanto mais famílias estiverem disponíveis para o acolhimento, maiores serão as possibilidades de oferecer um ambiente familiar seguro, afetivo e protetivo durante o período em que as famílias de origem recebem acompanhamento técnico para superar as dificuldades que motivaram o afastamento.
 
Para a secretária de Inclusão e Desenvolvimento Social, Luciane Bittencourt, ampliar o número de famílias acolhedoras significa fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência no município.
 
“Ampliar o número de famílias acolhedoras é fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência em Navegantes. Nossa meta é chegar a 20 famílias habilitadas e, para isso, precisamos aproximar a comunidade desse serviço, mostrar como funciona e convidar as pessoas a conhecerem essa possibilidade de cuidado e transformação social”, destaca.
 
Ser uma Família Acolhedora significa abrir as portas de casa para receber temporariamente uma criança ou adolescente que precisa de proteção. A proposta não tem finalidade de adoção nem substitui a família de origem. O acolhimento representa um período de cuidado e segurança, até que seja possível o retorno à família de origem ou que a Justiça determine outra medida definitiva.
 
A importância dessa modalidade está também nas condições que proporciona ao desenvolvimento infantil. O convívio familiar favorece a construção de vínculos seguros, a atenção individualizada, a rotina e a participação na comunidade. São experiências que contribuem para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, especialmente nos primeiros anos de vida, além de ajudar a minimizar os impactos decorrentes de situações de violação de direitos.
 
Quem pode participar
 
Podem se tornar famílias acolhedoras pessoas com 21 anos ou mais, independentemente do estado civil, gênero ou orientação sexual. Entre os requisitos estão residir em Navegantes há pelo menos 18 meses, não responder a processo criminal, apresentar atestado de saúde física e mental e participar das etapas de avaliação e capacitação conduzidas pela equipe técnica.
 
Também é necessário que os interessados não tenham intenção de adotar a criança ou adolescente acolhido e não estejam inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, uma vez que o serviço possui caráter exclusivamente temporário.
 
O processo de habilitação inclui capacitação prévia e acompanhamento psicossocial contínuo. A equipe responsável é composta por psicóloga, assistente social e coordenador, que orientam as famílias desde o primeiro contato com o serviço, durante a preparação, todo o período de acolhimento e também no encerramento dessa experiência. O suporte inclui escuta, orientação e acompanhamento nas diferentes etapas, inclusive nos momentos de chegada e despedida.
 
A coordenadora do Serviço de Família Acolhedora, Diana Galvan, ressalta que o acompanhamento técnico é fundamental para que as famílias se sintam preparadas e amparadas durante todo o processo.
 
“Ser uma Família Acolhedora é oferecer proteção, afeto e segurança a uma criança ou adolescente em um momento delicado de sua vida. Sabemos que esse processo envolve vínculos e também despedidas, mas nenhuma família precisa enfrentar essa experiência sozinha. Nossa equipe acompanha e orienta todas as etapas, para que o acolhimento seja vivido com segurança e responsabilidade”, explica.
 
Além do apoio técnico, o município disponibiliza um subsídio financeiro destinado exclusivamente a auxiliar nas despesas relacionadas à criança ou adolescente acolhido. O recurso contribui com custos de alimentação, vestuário, higiene, transporte e outras necessidades do cotidiano.
 
Como se tornar uma família acolhedora
 
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas durante todo o ano, sem prazo determinado para cadastramento. As pessoas interessadas podem iniciar o processo pelo link https://bio.site/familiaacolhedoranvt, pelo WhatsApp (47) 99280-7504 ou presencialmente na sede do Serviço de Família Acolhedora, localizada na Rua Ricardo Mafra, 34, no Centro, junto à Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social (SEIDES).
 
Também é possível obter informações pelo e-mail familiaacolhedoranavega@gmail.com. A equipe está disponível para esclarecer dúvidas, apresentar o funcionamento do serviço e orientar os interessados em todas as etapas de habilitação.
 
Um gesto que pode transformar uma história
 
O receio de criar vínculos afetivos e enfrentar o momento da despedida é uma das dúvidas que podem surgir entre as pessoas que consideram participar do serviço. A equipe técnica reconhece que acolher também envolve desafios, mas reforça que nenhuma família percorre esse caminho sozinha: há preparação, orientação e acompanhamento profissional durante todo o processo.
 
Mais do que oferecer um espaço físico, ser uma Família Acolhedora significa compartilhar a rotina, oferecer atenção, escuta, carinho e a oportunidade de uma criança ou adolescente vivenciar o cuidado e a segurança de um ambiente familiar em um momento delicado de sua vida.
 
A proposta é fazer com que mais moradores conheçam essa iniciativa e considerem a possibilidade de integrar a rede de proteção à infância e à adolescência. Uma família pode representar, durante determinado período, o porto seguro de que uma criança precisa para seguir seu caminho com mais proteção, afeto e esperança.

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