Articulação em torno da presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina envolve Camilo Martins, Ana Campagnolo e Fernando Krelling, enquanto Jorginho Mello amplia as negociações para fortalecer o partido
O Partido Liberal (PL) busca ampliar sua influência na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e transformar o resultado eleitoral em maior participação no comando do Parlamento. A análise é do jornalista Prisco Paraíso, que aponta a disputa pela sucessão do atual presidente, Júlio Garcia, como parte de uma articulação política que já mira as eleições de 2030.
Camilo Martins aparece na disputa pela presidência
Com 16 deputados estaduais eleitos, o PL pretende ocupar o principal posto da Assembleia. Segundo a análise de Prisco Paraíso, Camilo Martins desponta como candidato apoiado pela unidade da bancada liberal.
A composição em discussão prevê Camilo na presidência durante o primeiro ano e meio, enquanto Ana Campagnolo ocuparia a primeira vice-presidência, com previsão de assumir o comando nos seis meses finais do primeiro biênio. O entendimento ainda depende das negociações políticas e dos procedimentos da Casa.
Negociações envolvem outros partidos
O MDB, representado pelo deputado Fernando Krelling, também participa das articulações em torno dos espaços na Mesa Diretora e da futura composição política do Legislativo.
A distribuição de cargos e a participação nas comissões parlamentares fazem parte das negociações, que devem envolver diferentes bancadas, inclusive o PT, que elegeu cinco deputados estaduais.
O projeto político de Jorginho Mello
Na avaliação apresentada por Prisco Paraíso, o governador Jorginho Mello busca converter a força eleitoral do PL em influência institucional e ampliar a presença do partido nos municípios.
O próximo objetivo seria fortalecer a legenda nas eleições municipais de 2028, com a meta de ampliar sua presença nas prefeituras. Esse movimento também integra as articulações para 2030, quando Jorginho poderá disputar uma vaga no Senado e participar da construção de uma candidatura à sua sucessão no governo catarinense.
A disputa pela presidência da Alesc, portanto, ultrapassa a escolha de um dirigente parlamentar: envolve a composição de forças, a distribuição de espaços políticos e os planos partidários para os próximos anos.
Você acredita que o fortalecimento do PL na Alesc poderá influenciar a sucessão estadual em 2030? Deixe sua opinião nos comentários.
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