O ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues atribuiu parte da derrota na disputa pelo governo de Santa Catarina à escolha partidária e afirmou que poderá deixar o PSD. Em entrevista ao jornalista Vitor Bianchin, do Diário do Iguaçu, ele reafirmou seu posicionamento à direita e projetou uma nova candidatura daqui a quatro anos.
“Sou um homem público de direita e eu estava no partido errado. O PSD não é um partido de direita, é um partido de centro”, declarou.
Candidato a governador com Carlos Chiodini, do MDB, como vice, João recebeu 569.263 votos. Ao avaliar o resultado, disse que faltou construir uma aliança com antecedência e mencionou um convite de Jair Bolsonaro para integrar um projeto com o atual governador.
“Nós erramos. Nós devíamos ter construído uma aliança há três anos”, afirmou. Segundo João, ele chegou a defender uma coligação com Jorginho Mello, mas o partido não aceitou.
O ex-prefeito declarou que sua relação com o governador reeleito permanece preservada. Disse também que telefonou para desejar sucesso no novo mandato e ressaltou que a vontade das urnas deve ser respeitada.
Na disputa presidencial, reafirmou apoio a Flávio Bolsonaro e afirmou que a decisão corresponde à sua trajetória política. João também avaliou que o candidato melhorou desde o lançamento da candidatura.
Sobre o futuro, deixou a permanência no PSD condicionada ao rumo da legenda. Disse que poderá continuar caso o partido se consolide à direita. Caso contrário, admitiu buscar outra sigla.
“Daqui a quatro anos a gente volta. A que condição? Ao que o povo assim desejar”, declarou, sem definir o cargo que pretende disputar.
A eventual saída do PSD, portanto, permanece como possibilidade anunciada pelo próprio ex-prefeito, sem uma nova filiação definida na entrevista.
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