sexta, 25 de setembro de 2026
Política
25/09/2026 | 15:20

COLUNA DO PRISCO PARAÍSO: Jorginho dispara, mas o Senado ainda promete eletrizar Santa Catarina

O Paraná Pesquisas foi a campo nos três dias seguintes à passagem de Lula e Flávio Bolsonaro por Santa Catarina. Ouviu presencialmente 1.384 eleitores, em 52 municípios, de 20 a 22 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos.
 
O resultado mostra uma dianteira expressiva de Jorginho Mello e uma disputa pelo Senado que promete eletrizar a reta final. O governador tem motivos para confiança.
 
Força espontânea
 
O primeiro número que chama a atenção aparece antes mesmo de o entrevistador apresentar os nomes. Na espontânea, Jorginho tem 42,5%, contra 10% de João Rodrigues e 6,2% de Gelson Merísio.
 
Não é pouca coisa. É uma discrepância considerável. O governador está presente na memória do eleitor, enquanto os adversários continuam muito distantes. A oposição tem um problema que discurso de palanque, sozinho, não resolve.
 
Primeiro turno à vista
 
Na estimulada, Jorginho chega a 58,8%. João Rodrigues aparece com 16,5% e Merísio com 11,3%. Mantido esse quadro, a eleição para o governo termina em 4 de outubro.
 
Pesquisa não é urna. Mas também não adianta brigar com o retrato porque não se gosta da fotografia. A vantagem é robusta, e o caminho dos adversários para provocar um segundo turno está cada vez mais estreito neste cenário.
 
Aprovação de peso
 
A aprovação do governo chega a 78%, com desaprovação inferior a 20%. Esse dado ajuda a explicar a dianteira de Jorginho.
 
Os adversários enfrentam uma gestão bem avaliada pela maioria dos entrevistados. Para superá-la, precisam convencer muita gente a trocar um governo que aprova. Uma barreira política e eleitoral considerável. Não basta atacar. É preciso dar ao eleitor uma razão para mudar.
 
Três para duas
 
No Senado, a conversa é outra. Considerando as duas escolhas de cada eleitor, Carol de Toni aparece com 42,3%, Carlos Bolsonaro com 36% e Esperidião Amin com 34,2%.
 
Esse é o primeiro pelotão. Três candidaturas fortes disputando duas vagas. Carol apresenta uma dianteira numérica, enquanto Carlos e Amin estão muito próximos. Há vantagem, mas não há cadeira garantida.
 
O outro pelotão
 
Décio Lima registra 15,6%. Antídio Lunelli aparece com 7,2%, à frente de Afrânio Boppré, com 6,6%.
 
Lunelli busca espaço, mas a distância para os três primeiros é grande. O mesmo vale para o campo da esquerda. Nesta fotografia, Carol, Carlos e Amin concentram a disputa pelas vagas. É ali que está a parte mais imprevisível da eleição catarinense.
 
O segundo voto
 
Separadas as escolhas, aparece um detalhe importante. Carol lidera a primeira indicação, com quase 28%, seguida por Amin, com pouco mais de 20%, e Carlos, com quase 19%.
 
Na segunda indicação, Carlos passa à frente, com pouco mais de 17%. Carol tem 14,5% e Amin, 14,1%.
 
O segundo voto pode fazer a diferença. Tanto pode dar os dois senadores para o PL como Amin com um dos candidatos do partido. A ordem de preferência ajuda a entender a disputa, mas cada voto tem o mesmo peso na urna.
 
O desafio de Jorginho
 
Com a dianteira ao governo, a tendência é que Jorginho intensifique o esforço para eleger os dois senadores. Seria uma demonstração de força político-partidária dentro do PL nacional, especialmente se Flávio Bolsonaro chegar à Presidência.
 
Eleger Carlos também reforçaria seu prestígio junto à família Bolsonaro. Mas existe um obstáculo com nome e trajetória: Esperidião Amin. A força do governador será testada na capacidade de transferir apoio. Prestígio não significa controle sobre o voto.
 
A força do sobrenome
 
Na disputa pela Câmara, Jair Renan tem condições de alcançar uma das maiores votações proporcionais do estado. Se não for o mais votado, tem tudo para ficar entre os primeiros, no contexto de uma projeção eleitoral.

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