Quase todo mundo sabe responder qual é o seu signo do zodíaco. Mas a ciência aponta que, muito provavelmente, ele não corresponde à constelação que estava no céu no dia do seu nascimento. Segundo estudos astronômicos, cerca de 86% das pessoas nasceram, na verdade, sob uma constelação diferente daquela usada pela astrologia tradicional.
As datas dos signos zodiacais foram definidas há mais de dois mil anos, quando se acreditava que correspondiam exatamente às constelações posicionadas atrás do Sol no momento do nascimento. O problema é que os antigos astrônomos desconheciam um fenômeno chamado precessão.
De acordo com a astrônoma Radmila Topalovic, do Observatório Real de Greenwich, a força gravitacional da Lua e do Sol faz com que a Terra oscile lentamente, como um pião. Essa oscilação completa um ciclo a cada 26 mil anos, deslocando gradualmente a posição das constelações ao longo do tempo.
O resultado prático é que, desde que o zodíaco foi criado, as constelações se moveram cerca de um mês no céu. Ou seja, se alguém nasceu, por exemplo, no fim de janeiro, o Sol já não estava mais na constelação de Aquário, como diz a astrologia, mas sim em Capricórnio.
Outro ponto que costuma surpreender é que, do ponto de vista astronômico, o zodíaco tem 13 constelações — e não 12. Além das conhecidas, existe Ofiúco, também chamado de Serpentário. O Sol passa por essa constelação todos os anos, entre Escorpião e Sagitário, mas ela foi deixada de fora do zodíaco tradicional.
A explicação mais aceita é matemática: os astrólogos da antiguidade dividiram o caminho aparente do Sol em 12 partes iguais de 30 graus. No céu real, porém, as constelações não têm tamanhos iguais. Ofiúco, por exemplo, fica atrás do Sol por 19 dias — mais tempo do que Escorpião.
Com base nas divisões astronômicas oficiais da União Astronômica Internacional, as datas reais das constelações são diferentes das usadas pela astrologia. Isso significa que muita gente que se considera de um signo pode, na prática, pertencer a outro — ou até mesmo ao “novo” signo Ofiúco.
Mesmo com essas descobertas, a astrologia continua usando o zodíaco fixado há milênios, baseado em tradições simbólicas e não na posição atual das estrelas.