A Codetran divulgou nota através da Secretaria de Imprensa da Prefeitura de Itajaí sobre a blitz realizada na manhã deste domingo na Rua Deputado Francisco Canziani. Segundo o órgão, foram cerca de 40 abordagens, 14 Autos de Infração de Trânsito, duas apreensões e três recolhimentos de documentos. Ou seja, cumpriu o básico da função institucional.
O problema começa quando, na mesma nota, a Codetran tenta contestar uma informação publicada pelo JBTV: a de que, no mesmo horário e no mesmo local da blitz, diversas motonetas e veículos autopropelidos circulavam irregularmente pelas calçadas sem qualquer tipo de autuação.
Isso não é opinião. É fato. A reportagem estava no local, viu e questionou. Um agente confirmou ao repórter do JBTV que a blitz não tinha como foco as motonetas, apenas motos e veículos. Ou seja, confirmou exatamente o que foi publicado.
Na tentativa de rebater o flagrante, a Codetran acabou se contradizendo. Na nota, admitiu que a fiscalização de veículos autopropelidos ocorre “dentro das limitações operacionais”. Traduzindo: falta gente, falta estrutura e não há como fiscalizar tudo ao mesmo tempo. Parabéns, admitiu a falha!
E o problema não parou aí. Na tarde deste mesmo domingo, a reportagem do JBTV voltou às ruas e flagrou dezenas de motoristas dessas motonetas circulando sem capacete em plena calçada da Avenida Beira-Rio, em um dos pontos mais movimentados da cidade, colocando em risco eles mesmos e quem circulava no local. Nenhuma fiscalização. Nenhuma abordagem. Nenhuma autuação.
O JBTV atua há mais de 30 anos no município com compromisso absoluto com a informação verdadeira. Admitir falta de estrutura é uma coisa. Tentar desmentir um fato registrado é outra, completamente diferente.
Há tempos o JBTV mostra, em diferentes bairros, adultos e adolescentes desrespeitando a lei aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito. A lei existe. O problema é a falta de fiscalização inexistente por pouca estrutura.
Atacar quem mostra o problema não resolve o problema.
Quem está errado nessa história: quem registra o que acontece nas ruas ou quem finge que não vê?