Um desentendimento banal no trânsito terminou em tragédia, destruição familiar e uma das condenações mais duras já aplicadas em Tijucas. Um motorista foi sentenciado a 27 anos, 7 meses e 5 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, após perseguir e matar outro homem porque teria sido impedido de fazer uma ultrapassagem.
O crime aconteceu em 5 de outubro de 2024. Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, o acusado dirigia com a esposa, duas filhas — uma delas bebê — e uma sobrinha, quando tentou ultrapassar o carro da vítima e não conseguiu. Movido por vingança, ele perseguiu o outro motorista até a casa dos pais da vítima, em uma área rural do município.
Ali, em um cenário que chocou até os profissionais mais experientes, o agressor invadiu o terreno armado com uma pistola 9mm. A vítima acabava de entregar sacolas de compras para a filha de 9 anos quando foi surpreendida. Testemunhas contaram que o réu ainda debochou antes de atirar: “Agora tu não fecha mais ninguém!”.
O homem foi atingido na região do peito e morreu na frente dos pais, da filha e de um sobrinho adolescente.
O julgamento, realizado nesta quinta-feira (18), durou mais de 12 horas e confirmou a versão apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Tijucas. Segundo o Ministério Público, o réu transformou uma disputa de trânsito em um ato de extrema violência, marcado por frieza e desproporção absoluta.
Com a sentença, ele cumprirá pena em regime inicialmente fechado.