Filme arrecada mais de R$ 800 milhões na estreia e reacende o interesse mundial pela Fórmula 1 com realismo, emoção e cenas eletrizantes
O aguardado longa-metragem “F1”, protagonizado por Brad Pitt e dirigido por Joseph Kosinski (o mesmo de Top Gun: Maverick), chegou às telonas com força total. Em sua primeira semana em cartaz, o filme já demonstra ser um verdadeiro fenômeno de bilheteria, arrecadando impressionantes US$ 150 milhões (aproximadamente R$ 811 milhões) e conquistando elogios tanto da crítica especializada quanto dos amantes da velocidade.
Fórmula 1 no cinema: adrenalina e nostalgia em alta rotação
A Fórmula 1, que já ocupou lugar de destaque no coração dos brasileiros — marcada por ídolos como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa — viu seu apelo diminuir nos últimos anos, especialmente pela ausência de representantes nacionais nas pistas.
Para mudar esse cenário, a Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da categoria, tem investido fortemente na divulgação do esporte. Um dos maiores acertos foi a série documental Drive to Survive, da Netflix, que atraiu novos públicos e reacendeu o interesse dos antigos fãs.
Agora, a aposta vai além: um longa de ação e drama com o automobilismo como pano de fundo, seguindo a mesma linha emocionante que consagrou Top Gun: Maverick. E o resultado impressiona.
Uma imersão cinematográfica digna das pistas
Em F1, Brad Pitt dá vida a Sonny Hayes, um ex-piloto que retorna às pistas para treinar um jovem prodígio. A trama mistura emoção, rivalidade e muita velocidade, com cenas gravadas durante GPs reais da temporada de 2023 — um diferencial que confere autenticidade e intensidade raras a uma obra de ficção.
O filme reproduz com precisão o universo da Fórmula 1: paddocks, boxes, bastidores e até participações especiais de pilotos como Fernando Alonso. No cinema, o espectador é praticamente colocado dentro do carro: o som dos motores, as tomadas ousadas de câmera e a tensão a cada curva criam uma experiência sensorial envolvente.
Ecos de Top Gun: rivalidade, redenção e ação
Não faltam comparações com Top Gun: Maverick. A estrutura narrativa é semelhante: um veterano lidando com seu passado, a relação turbulenta com o novato, conflitos geracionais e até um toque de romance. Embora a história siga caminhos previsíveis, a entrega visual e emocional compensa com folga.
A performance de Brad Pitt é magnética, conferindo carisma ao protagonista. Por outro lado, o personagem de Damson Idris (o jovem piloto Pierce) poderia ter um desenvolvimento dramático mais aprofundado, o que não chega a comprometer a força do enredo.
Mais que um filme, uma jogada estratégica da Fórmula 1
Mesmo quem não acompanha corridas vai encontrar motivos para se encantar. A produção apresenta os bastidores de maneira acessível, destaca a evolução tecnológica dos carros e mantém o público preso à tela com cenas eletrizantes. É cinema com propósito: além de entreter, o filme serve como uma poderosa peça de marketing da Liberty Media para reconectar o público ao mundo da F1.
Destaques e ressalvas
Entre os pontos fortes estão o realismo das cenas — em muitos momentos é difícil distinguir o que foi feito com efeitos digitais e o que foi captado nas pistas —, a trilha sonora empolgante, a direção técnica impecável e a emoção latente.
Alguns puristas podem torcer o nariz para as explicações durante as corridas, pensadas para o público leigo, ou para as adaptações nas regras, feitas para melhorar o ritmo narrativo. Ainda assim, o saldo é extremamente positivo.
Veredito
F1 é uma celebração da velocidade, do drama humano e da paixão por um esporte que move multidões. Seja para os fãs do cinema, da Fórmula 1 ou simplesmente para quem busca uma experiência imersiva e vibrante, o filme entrega o que promete — com direito a coração acelerado e olhos vidrados na tela.
Nota: 8/10
Com sabor de 10 para quem embarcar na corrida com a mesma intensidade de quem viveu cada curva da história.