quarta, 28 de fevereiro de 2024
Geral
08/11/2023 | 19:03

Mesmo com cidades submersas, Estado propõe orçamento menor para barragens em 2024

O enxugamento dos recursos previstos para manutenção, melhoria e ampliação das barragens gerou forte repercussão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. De acordo com a peça orçamentária apresentada pelo Governo do Estado para 2024, o valor estimado para aprimorar o sistema de contenção de cheias será de R$ 21,7 milhões, uma queda de cerca de 50% na comparação com o montante aprovado para 2023, quando foram reservados R$ 42,5 milhões.
 
Nesta terça-feira, 7, o tema entrou na pauta de debates por iniciativa do deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), que demonstrou contrariedade com a proposta encaminhada ao Legislativo. Na ocasião, o parlamentar lembrou o caos vivido atualmente por mais de 160 municípios catarinenses, que ainda contabilizam os estragos e tentam se recuperar dos efeitos devastadores das fortes chuvas. 
 
Somente em outubro, de acordo com a Epagri/Ciram, regiões como o Vale do Itajaí, Litoral Norte, Planalto Norte, Sul e Grande Florianópolis registraram volumes de chuva superiores a 400 mm, sendo que a média para esta época do ano é de 170 mm, ou seja, menos da metade do que, de fato, choveu.
 
“Há mais de um mês, temos cidades no Alto Vale do Itajaí totalmente debaixo d’água, como Taió, Rio do Sul, Rio do Oeste e Laurentino. Não podemos aceitar que o Estado retire ainda mais recursos para reforma e ampliação das barragens, que são instrumentos fundamentais para evitar e minorar enchentes. Isso seria um crime e um deboche contra toda a comunidade do Vale do Itajaí”, reagiu.
 
Além de reivindicar a melhoria da gestão e manutenção das estruturas já existentes nos municípios de Taió, Ituporanga e José Boiteux, Napoleão cobrou investimentos na construção de novas barragens. “Por tudo isso que o nosso estado tem sofrido, o orçamento de 2024 deveria contemplar, no mínimo, o valor de 2023 mais a inflação. E mesmo assim, é muito pouco, diante dos desafios futuros que vislumbramos em relação às mudanças climáticas. Fica aqui o meu apelo para que este valor seja revisto, e sei que será, pois a segurança dos catarinenses está em jogo. Não medirei esforços para que isso aconteça”.

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