quarta, 12 de maio de 2021
Política
07/04/2021 | 13:35

Ministros tomam posse em cerimônia fechada, e governo troca comando da PF.

Após receber uma série de críticas devido às cenas de aglomeração vistas em eventos no Palácio do Planalto em plena pandemia, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu fechar a cerimônia que marcou, hoje, a posse de seis ministros de estado. Participaram da solenidade apenas autoridades e convidados —nem sequer a imprensa pôde acompanhar o evento. Tradicionalmente realizada pela TV Brasil, a transmissão oficial do evento também foi cancelada. 

Na cerimônia, seis ministros assumiram seus cargos: Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Walter Braga Netto (Defesa), André Mendonça (Advocacia-Geral da União) e Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública).

Os novos ministros foram oficializados em seus postos após Bolsonaro ter realizado uma verdadeira dança das cadeiras no alto escalão do governo federal na semana passada. Entre os nomes, há quem já comandava um ministério e, agora, passa a chefiar outro. Segundo interlocutores do governo, a realização de solenidades mais reservadas teria sido uma sugestão do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O objetivo seria o de neutralizar as críticas à postura de Bolsonaro em relação ao distanciamento social. 

Novo chanceler fala em "diplomacia da saúde" França, que assumiu o Ministério das Relações Exteriores, afirmou em seu discurso que irá engajar o Itamaraty em uma "verdadeira diplomacia da saúde". O novo chanceler disse ainda que o momento é de "urgências" nas áreas da saúde, da economia e do desenvolvimento sustentável. Em uma fala que pregou pelo diálogo e pelo trabalho pela aquisição de vacinas, o discurso foi na contramão de seu antecessor, Ernesto Araújo. O ex-chanceler foi alvo de críticas por ter criado polêmicas com importantes parceiros comerciais do Brasil, como a China, hoje um dos principais fornecedores de insumos para as vacinas contra a covid-19. 

Troca no comando da PF Além da oficialização das mudanças no alto escalão do governo, houve troca no comando da PF (Polícia Federal). Recém-chegado ao posto de ministro da Justiça, Anderson Torres escolheu, no fim da tarde de hoje, o nome de Paulo Gustavo Maiurino para ocupar o cargo de diretor-geral da instituição. Maiurino foi secretário de segurança do STF (Supremo Tribunal Federal) até setembro de 2020. Ele será o quarto diretor-geral da PF no governo Bolsonaro. O posto foi alvo de disputas entre o presidente e o então ministro da Justiça, Sergio Moro, em abril de 2020. À época, Moro acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF.

 

Fonte site UOL

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