segunda, 14 de junho de 2021
Geral
18/04/2018 | 15:57

CDL pede mais fiscalização para combater comércio ilegal no Centro de Itajaí

Nos últimos meses, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Itajaí vêm demonstrando o descontentamento e apresentando ao poder público as inúmeras reclamações dos empresários sobre a atuação dos vendedores ambulantes da rua Hercílio Luz. De acordo com o presidente da CDL, Laerson Batista da Costa, a presença dos vendedores que utilizam a rua como expositor dos produtos interfere nas vendas das lojas, atrapalha a circulação de pessoas e compromete a estética de uma das ruas mais tradicionais da cidade. “É bom lembrar ainda, que os produtos comercializados ali no chão da rua, são produtos na sua maioria falsificados e sem procedência. Isso gera uma concorrência desleal, afeta o comerciante que paga as taxas, alvarás, impostos e que compra os produtos de forma correta. Como entidade representativa do comércio da nossa cidade, a CDL pede uma intervenção por meio do poder executivo, na tentativa de resolver a situação. Hoje, o empresário tem uma despesa alta com funcionários, impostos, taxas de manutenção do comércio e qualquer outra interferência externa compromete sim a saúde econômica das empresas, então é preciso agir”, destacou Laerson.

Uma das formas de ação proposta pela CDL, em parceria com outras entidades representativas do comércio, é a criação de um grupo para atuar na fiscalização e coibir este tipo de prática no município. A proposta da Câmara de Dirigentes Lojistas é reunir a Secretaria de Urbanismo de Itajaí, Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Militar e Polícia Civil em um trabalho contínuo e de repressão contra este tipo de crime. A criação deste grupo foi apresentada ao Prefeito Volnei Morastoni durante uma reunião que, contou ainda com a participação do secretário de urbanismo de Itajaí, Rodrigo Lamim. O secretário lembrou que no ano passado a secretaria promoveu algumas fiscalizações e apreensões de produtos e destacou a falta de fiscais no município para os trabalhos de rotina. Segundo Rodrigo, uma saída será a utilização da Guarda Patrimonial, que logo depois da Volvo deve ajudar nestas situações, mas será apenas um auxílio, pois os guardas não têm o mesmo poder dos fiscais.

O vereador Robison Coelho acompanha a reivindicação dos comerciantes e lembra da concorrência desleal. “ Não é uma concorrência justa com aqueles comerciantes que pagam os impostos, empregam funcionários dentro da legislação. Por isso, a saída pode ser esta articulação com órgãos de fiscalização. Sabemos que hoje o município só tem 4 fiscais, a prefeitura deve realizar um concurso para a contratação de novos profissionais, mas é importante adotar medidas paliativas, neste caso a utilização dos guardas patrimoniais e a gente espera que funcione, até que aconteça o trabalho deste grupo que foi proposto na reunião”, finalizou Robison. 

Uma reunião com representantes destes grupos de fiscalização deve ser marcada nos próximos dias e será organizada pela Secretaria de Urbanismo à pedido do Prefeito Volnei Morastoni.


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