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Geral
26/09/2012 | 14:29

Espetáculo internacional “D. Maria, A Louca” chega a Itajaí

 

 

Um encontro entre o texto catarinense, o de maior repercussão dentro e fora do Brasil, com a grande estrela do teatro português, a atriz Maria do Céu Guerra. Chega ao Teatro Municipal de Itajaí, o espetáculo internacional “D. Maria, A Louca”, que trata de forma ficcional a memória da rainha portuguesa D. Maria I em sua chegada ao Brasil. A apresentação é nesta sexta-feira (28), às 20h30. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados com antecedência na bilheteria do Teatro.

Com texto do dramaturgo Antônio Cunha, de Florianópilis (SC), a peça estreou em Lisboa no ano passado. A interpretação da atriz e diretora da peça, Maria do Céu Guerra, deu a ela o importante Prêmio Nacional de Teatro Bernardo Santareno. E sob o comando da Esfera Produções Artísticas de Florianópolis, a obra segue com turnê em Santa Catarina até o final de setembro, com patrocínio do Floripa Teatro, da Caixa Econômica Federal, da Federação dos Trabalhadores no Comércio no Estado (Fecesc) e da Eletrosul.

Sinopse
É fevereiro de 1808. No Rio de Janeiro, atraca na Baía de Guanabara, parte da frota conduzindo a corte portuguesa, que veio fugida da invasão das tropas napoleônicas que dominavam o abatido reino. Depois de uma longa viagem, iniciada na manhã de novembro de 1807, aportava em águas calmas, a velha rainha D. Maria I. Já debilitada física e mentalmente, por ordens do príncipe regente Dom João, ela é mantida ainda por dois dias no interior da nau Príncipe Real.

O monólogo apresenta Dona Maria I, apelidada no Brasil como “a louca”, nos dois intermináveis dias dentro da nau, acompanhada de sua aia Joaninha. Dona Maria resgata os fatos marcantes da sua vida, que se confundem com a impactante fase do fim da monarquia despótica portuguesa, entrelaçando-os com o seu particular momento diante do “fim de mundo”, do qual é, paradoxalmente, prisioneira e senhora. Do alto de sua “insanidade”, a protagonista assim define o seu tormento: “A loucura não é uma porta que se nos fecha, mas muitas janelas que se nos abrem, só que todas ao mesmo tempo”.


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