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Geral
27/03/2012 | 14:05

Volvo Ocean Race: Mutirão retira 5,5 toneladas de lixo do Rio Itajaí

O mutirão "Juntos pelo Rio", realizado no último sábado, foi um sucesso: foram recolhidos cerca de 5,5 toneladas de resíduos em 25 pontos críticos do rio Itajaí-Açu, do Rio do Foz até a ponte sobre a BR101. De todo o lixo recolhido, quase uma tonelada (875 kg) será reciclada pela COOPERFOZ (Cooperativa de Catadores de Itajaí). As outras 5,4 toneladas, de resíduos não recicláveis, foram levadas para o Aterro Sanitário de Itajaí.

A megamobilização, organizada por Porto de Itajaí, Fundação Municipal do Meio Ambiente, Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) de Santa Catarina e Itajaí Stopover Sustentável, envolveu mais de 400 pessoas na ação de limpeza. O evento faz parte da programação para a chegada da Volvo Ocean Race na cidade.

"O objetivo é limpar as margens do rio e conscientizar a população da importância de não poluir e jogar lixo na água", explica o presidente do Comitê Central Organizados da Etapa Itajaí da Volvo Ocean Race, Amílcar Gazaniga.

Além do envolvimento das três estâncias de governo (federal, estadual e municipal), a ação contou com o apoio de 20 empresas instaladas próximas ao rio, além da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), Portonave Terminais Portuários Navegantes e de 12 ONGs. As embarcações foram cedidas pelas seguintes empresas e instituições: Ecosorb (12), Associação Náutica de Itajaí (14), Policia Ambiental de Blumenau (1), Defesa Civil (4) Bombeiro (4), Capitania dos Portos (2), Praticagem do Porto (1), Polícia Federal (2 lanchas) e Ferry Boat (1).

O Governo de Santa Catarina, por meio da SDS, também realizará outras ações em parceira com organizações e empresas locais antes e durante a parada da Volvo Ocean Race. A estimativa é impactar 1,16 milhão de habitantes em 30 municípios catarinenses durante seis meses.

Flotilha atinge metade do caminho
Os barcos que disputam a Volvo Ocean Race já chegaram na metade do caminho entre Auckland (Nova Zelândia) e Itajaí segundo a última parcial desta segunda-feira. O Groupama, que lidera a flotilha, precisa de mais 3.400 milhas para chegar ao litoral catarinense. A expectativa é que o primeiro cruze a linha na primeira semana de abril, após mais de 20 dias. A aventura pelos mares do sul é uma das mais perigosas até o momento e o grupo ainda nem chegou ao Cabo Horn, conhecido por ter condições de difícil navegação. O barco francês está 40 milhas na frente do Puma e mais de 200 milhas do Telefónica. Camper e Abu Dhabi estão mais atrás e o Sanya desistiu voltando para a Oceania.

Nesta segunda-feira (26), as condições de navegação no Oceano Austral são mais tranquilas em comparação com o início da perna. O tripulante de mídia do Groupama, Yann Riou, comemorou a redução da força dos ventos. "Podemos admirar os cenários depois de enfrentar dias de mar difíceis. As condições mais calmas nos dão a oportunidade de apreciar a beleza do Austral".

No entanto, as ondas chamadas de monstro ainda assustam os velejadores. O Telefónica, por exemplo, sofreu com a força das águas a bordo. O tripulante de mídia espanhol Diego Fructuoso diz que os ventos mais fracos e ondas menores diminuíram um pouca a preocupação. "No momento estamos navegando a quase 20 nós sem qualquer problema, mas a tendência é que a situação volte a piorar no dia seguinte".

O Camper deve fazer um pit stop no Chile para resolver algumas avarias no barco. Enquanto isso, o Abu Dhabi, que voltaram no início da perna, tentam recuperar o tempo perdido.


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