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Falando de Esportes DITADURA X IMPRENSA Você provavelmente acompanhou no começo desta semana no Jornal do Meio-Dia as cenas de truculência e arrogância de um delegado da Federação Catarinense de Futebol contra a equipe da RICTV Record composta por mim e pelo cinegrafista Elias Gotaski. Germano Campos Neto impediu nossa passagem até a zona de entrevistas pós-jogo na partida entre Camboriú X Atlético Ibirama. Argumentando que nossa emissora não possui os direitos de transmissão do Campeonato Estadual, Campos foi grosseiro e chegou ao ponto de chamar o policiamento para retirar-nos do campo. O sabichão que dizia cumprir ordens da FCF ao barrar nossa presença, permitiu que emissoras como TVBV e TV Panorama gravassem normalmente no Estádio Robertão (como sempre fizemos). Entre o dicionário de baboseiras, o cidadão chegou a dizer que “a Record não pode, só a RBS pode”. Vale ressaltar que a partida não era transmitida ao vivo pela TV e que nosso trabalho seria o mais básico na produção de uma matéria de futebol: apenas registrar entrevistas com os jogadores dos times (como todas as emissoras que não detém os direitos de transmissão fazem). Mal-intenção, Incompetência ou Falta de Comunicação, os motivos dessa truculência sofrida por mim e pelo grande profissional Elias Gotaski que registrou toda a “ação” de Germano a gente não sabe, mas você pode ter certeza, vamos descobrir. Queira o coronelismo da bola ou não.
DUELO DA REGIÃO O torcedor do Camboriú FC que me desculpe, mas não considero Marcílio Dias X Camboriú um clássico do futebol barriga-verde. Clássicos são jogos que tem um histórico grande de rivalidade, confusões, brigas, viradas e gols que de fato marcaram. Enquanto o Marcílio é um clube tradicional, o Camboriú, fundado em 2003, é o caçula da elite do Catarinense, que cresce rapidamente e quem sabe em um futuro próximo se consolide como uma força regional ou até quem sabe estadual. Quanto ao jogo, o comentário é simples, os dois precisam vencer, mesmo que a obrigação maior recaía sobre o Marcílio que joga em casa, no sábado às 18 horas. O duelo do litoral em caso de vitória pode representar ao Marinheiro o recomeço no Estadual ou, caso os três pontos sejam conseguidos pelo time de Eduardo Clara, a consolidação de 50% dos pontos necessários para manutenção na elite em 2013. A promessa é de muita pegada no Gigantão das Avenidas.
INVENTORES SEM INSPIRAÇÃO? Embora tenha o Campeonato Nacional mais disputado, uma organização fantástica, além de torcidas apaixonadas que literalmente consomem tudo que é relacionado aos seus clubes e lotam todos os jogos, o futebol inglês passa por uma crise considerável. Com o gigante Liverpool adormecido e fora da Liga dos Campeões da Europa, o futebol da terra da Rainha convive com a eliminação recente da dupla de Manchester da mesma competição. Enquanto o City não conseguiu resultado nos milhões investidos, o United parece ter começado a sentir o peso da idade e falta de renovação do vitorioso Alex Ferguson. Outra potência, o Arsenal, lamenta a saída do ídolo Fabregas para o Barcelona e que parece ter levado junto o bom futebol da equipe londrina. Peças como o espanhol Mikel Arteta, contratado do Everton, ainda não renderam todo o esperado e o time é outro que sofre com uma espinha dorsal decadente como Rosicky e Song, embora tenham o goleador Van Persie em alta. Cada vez mais o futebol prova que vive de fases e que, infelizmente para alguns, ciclos devem acabar e essa parece ser a receita para que os inventores do futebol voltem à cena do esporte no Mundo.
APOIO Encerro esta coluna nas primeiras horas desta quinta-feira (16). Até o momento, não recebi um comunicado sequer de qualquer associação, entidade ou sindicato que represente a Imprensa em Santa Catarina, manifestando apoio ou solidariedade ao episódio que vivemos; a exceção do Camboriú Futebol Clube que emitiu nota oficial se solidarizando com nossa equipe. Enquanto isso, as entidades de classes se resignaram ao silêncio. Em um país onde a Imprensa se gaba da luta pelos direitos de liberdade de expressão, silenciar em um episódio relativamente pequeno em meio aos tantos exemplos de mordaça sofridos pela Imprensa é, no mínimo, vergonhoso. Por outro lado, nas ruas e até no próprio estádio no dia do episódio, o apoio popular, do telespectador e também demonstrado através das redes sociais, foi gigante, além da solidariedade de colegas de profissão de diversos veículos que lidam diariamente com ações como essas e que sentem na pele diferentemente dos teóricos que lideram as tais associações que nos “representam” e que há muito tempo esqueceram o que é produzir uma matéria externa e lidar com o que é de fato fazer jornalismo. Maio de 2012Quinta, 10 de Maio de 2012 Política - por Hélio Rebello |
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