20 de Maio de 2012
Buscar


Versão Impressa

Notícias


Geral
Política
Economia
Polícia

Vídeos


Itajaí Agora
Entrevistas
Vídeos do Momento

Esportes


Geral
Futebol
Tênis
Surfe

Variedades


Cultura
Saúde
Cinema
Consumidor

Emprego


Itajaí
Balneário Camboriú
Navegantes

Comunidade


Palavra do internauta


 

MARTIN NIEMÖLLER – UM EXEMPLO

 

Luiz Henrique da Silveira – Senador da República

Este fim de semana nos traz à lembrança o nascimento de três grandes humanistas, cada um deles responsável por belos ensinamentos e profundas transformações, tornando melhor, mais justo e mais humano o dia a dia dos nossos contemporâneos.

Num 14 de janeiro, de 1875, nascia o teólogo e médico Albert Schweitzer, merecedor do Prêmio Nobel de Paz de 1952. É dele esta frase, ao mesmo tempo sucinta e axiomática: "Humanidade consiste em jamais sacrificar um ser humano a um objetivo".

Num 15 de janeiro, de 1929, nascia o líder negro norte-americano Martin Luther King, apóstolo dos direitos civis e também merecedor de um Prêmio Nobel de Paz, em 1964. É dele uma frase que sintetiza a máxima do ativismo, um convite à ação contra todo tipo de injustiça: "Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecemos em silêncio sobre as coisas que importam".

Como já publiquei vários artigos sobre ambos, o escolhido para este artigo é o político e teólogo alemão Martin Niemöller, nascido em 14 de janeiro de 1892, há exatos 120 anos.

Niemöller é o autor do célebre poema “E Não Sobrou Ninguém”, que trata do significado do nazismo na Alemanha: "Quando os nazistas levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os social-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse".

Em 1924, Niemöller votou no NSDAP, o partido de Hitler. Mas após a subida dos nazistas ao poder, em 1933, Niemöller – então pároco em Berlim-Dahlem – entrou em conflito crescente com o novo governo. Em 1934, numa recepção na Chancelaria em Berlim, ele contestou Hitler, que queria retirar da Igreja toda responsabilidade pelas questões terrenas do povo alemão: "Ele me estendeu a mão e eu aproveitei a oportunidade. Segurei a sua mão fortemente e disse: 'Sr. Chanceler, o senhor disse que devemos deixar em suas mãos o povo alemão, mas a responsabilidade pelo nosso povo foi posta na nossa consciência por alguém inteiramente diferente'. Ele puxou a mão, dirigindo-se ao próximo, sem dizer uma palavra".

A partir deste incidente, Niemöller foi proibido de fazer pregações, o que não aceitou. Em 1935, já tido como o mais importante porta-voz da resistência protestante, foi preso pela primeira vez e logo libertado. Em julho de 1937, foi preso novamente. Passados cerca de sete meses, no dia 7 de fevereiro de 1938, começou o seu processo diante do Tribunal Especial II em Berlim-Moabit. Segundo a acusação, Niemöller teria criticado as medidas do governo nas suas pregações "de maneira ameaçadora para a paz pública", teria feito "declarações hostis e provocadoras" sobre alguns ministros do Reich e, com isto, transgredido o "parágrafo do Chanceler" e a "lei da perfídia". A senten&cce dil;a: sete meses de prisão, bem como 2 mil marcos de multa. Os juízes consideraram a pena como cumprida, em função do longo tempo de prisão preventiva. Niemöller deveria assim ter deixado a sala do tribunal como homem livre.

Mas, vivia-se numa ditadura e, para Hitler, a sentença pareceu muito suave. Ele, então, enviou o pastor para um campo de concentração como seu "prisioneiro pessoal". Até o fim da guerra, durante mais de sete anos, Martin Niemöller permaneceu preso – inicialmente, no campo de concentração de Sachsenhausen, depois no de Dachau.

Martin Luther King costumava dizer que o mais o preocupava não era “o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética, mas o silêncio dos bons”. Martin Niemöller foi um dos bons que não se calaram, um exemplo de conduta que permanece como paradigma a ser seguido por todos os humanistas.





Maio de 2012






























































Quinta, 03 de Maio de 2012
Univali oferece curso de flauta-doce





Quarta, 02 de Maio de 2012
Univali lança campanha do agasalho





Abril de 2012










Quinta, 26 de Abril de 2012
SINDIPI completa 32 anos

Quinta, 26 de Abril de 2012
Hospital Pequeno Anjo completa 10 anos

Quinta, 26 de Abril de 2012
Código Florestal Brasileiro é aprovado

















Quinta, 19 de Abril de 2012
Havan usa energia verde em suas filiais









Terça, 17 de Abril de 2012
ICMS: a Câmara de Itajaí avisou







Terça, 17 de Abril de 2012
CISP se reune em Navegantes








Segunda, 16 de Abril de 2012
Muito mais do que uma corrida



















Sexta, 13 de Abril de 2012
Camper nos mares a todo vapor
























Terça, 10 de Abril de 2012
Caixa reduz taxas de juros em até 88%














































Segunda, 02 de Abril de 2012
Miss Itajaí é eleita





Destaque

Brasileiro é destaque na Volvo Ocean Race Virtual em meio a noites sem sono


Enquete

Balneário Camboriú
Itajaí
Navegantes
Horóscopo














Anuncie no Jornal | Comunicar erro | Jornal Impresso | Fale com o Jornal
Todos os direitos reservados - 2009-2012 Jornal dos Bairros