segunda, 13 de julho de 2020
13/11/2015 - 14:17

A psicologia nos acidentes de trânsito

Olá amigos, nesta semana temos a participação da psicóloga Andressa de Oliveira Cesa, de quem compartilho o texto ?Psicologia e sua interface no trânsito?. Segue a íntegra:

?Os acidentes de trânsito constituem em um dos principais problemas de saúde pú- blica do Brasil, além de ser responsáveis por grandes índices de mortalidade no país. Sabe-se que suas causas relacionam-se à influência de variáreis individuais, ambientais, comportamentais e sociais, e ainda, causas associadas aos fatores humanos (PEREIRA; NEVES, 2013).

De acordo com o estudo das autoras Pereira e Neves (2013), os principais comportamentos de risco causadores de acidentes são: consumo do álcool, excesso de velocidade, imprudência e desrespeito à legislação do trânsito.

Considerando o homem fruto de sua cultura e do seu meio social, observa-se então, a falta de efetividade na educação voltada para o trânsito, principalmente no Brasil, cuja cultura fiscalizadora é a mais operante neste âmbito.

Por isso, a educação no trânsito deve ser estimulada desde as primeiras séries escolares, para criar a possibilidade, em longo prazo, de uma contribuição positiva na cultura relacionada ao modo de agir diante do trânsito (PEREIRA; MAIA, 2013).

Mas aonde então a psicologia atua neste contexto?

Temos que levar em consideração que, o acidente de trânsito aumenta a probabilidade de pôr em risco a saúde mental das pessoas envolvidas, porque aumenta as chances dos indivíduos de criar sintomas de perturbação, como a ansiedade e o stress, que podem vir a desenvolver uma psicopatologia.

Além disso, o acidente de trânsito pode criar nas pessoas sentimentos como raiva, culpa e responsabilidade, devido ao fato dos acidentes resultarem da ação humana que muitas vezes está incorreta ou errada. Gerando assim emoções difíceis de lidar, aumentando também a possibilidade de uma psicopatologia (MAIA; PIRES, 2006).

O trabalho então da psicologia neste contexto, se dá tanto no sentido preventivo, no diálogo sobre o comportamento no trânsito e a preservação da vida, quanto no diagnóstico e tratamento de traumas e comportamentos para melhorar a qualidade de vida da pessoa, que foi vítima e também responsável pelo acidente.

A intervenção psicológica assim tem a função de ajudar o sujeito a lidar com suas perdas e culpas relacionadas ao acidente de trânsito de acordo com a especificidade de cada caso, visando um melhor enfrentamento da situação com mais qualidade de vida e saúde mental, sempre orientada pelo próprio indivíduo (ZIMMERMANN, 2008).

Destacam-se entre as modalidades de intervenções psicológicas: psicoterapia individual em várias abordagens; psicoterapia de grupo; grupos de apoio e suporte; aconselhamento e grupos de orientação; grupos de autoajuda; trabalho hospitalar; trabalho domiciliar; atendimentos em programas de reabilitação (ZIMMERMANN, 2008).

A psicologia apesar de nova no contexto do trânsito agrega muito conhecimento, pois possibilita estudos para compreender o comportamento das pessoas no trânsito, quanto ajuda na prevenção e educação para mudança de cultura, e por fim, tem intervenções importantes para diminuição do sofrimento psicológico dos envolvidos nos acidentes.

Por fim gostaria de finalizar este texto com uma citação sobre o que acredito ser a intervenção psicológica: ?É a busca da qualidade de vida e do bem-estar do paciente. Visa, por isso, a facilitar a compreensão, a elaboração das perdas, dos lutos, a favorecer as modificações na imagem corporal, e ao fortalecimento da autoestima, possibilitando a significação de tudo que ocorreu? (KOVÁCS, 1997, p.114).?

Deus abençoe a todos!

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